segunda-feira, 6 de abril de 2015

ODE AO LENHO CRUENTO


Nota: O texto a seguir foi um dádiva do Altíssimo ao meu entendimento no dia 20/03/15 as 1:51, nesse mesmo dia fui presenteado com alguns outros que permitindo o Eterno postarei aqui em nosso "microscópico" espaço (João 3.30) para o apreço de meus amados amigos e leitores da grande rede, vamos ao texto!

ODE AO LENHO CRUENTO

pr. Walter Filho

“Quem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome sua própria cruz e me siga”
Lucas 9.23

Existe uma cruz. O madeiro cruciforme é real pra ti. E teu! Tu tens que levar! E ordem! Não há outra saída! Não há negociações e nem malabarismos com jeitinho brasileiro! E teu!
É bem verdade que existem pessoas que se relacionam com a figura da “própria cruz” de maneira bem curiosa:

1-) OS QUE FINGEM TER CRUZ!

Simulam choro. Mordem os lábios, rangem os dentes. Olham pra cima enfastiados. Mancam pelo caminho. Mas olhando para tais, apenas pode ser percebido as mãos em forma de arco, em um simulacro de transportador de cruz, e em seus lábios uma ríspida bravata, que contribui singularmente para a anedótica pataquada: “Ai, como esta cruz esta pesada!”. Vá saber, muitos são realmente felizes fazendo assim.

2-) OS QUE PENSAM TER UMA CRUZ SOBRE SI!

Esses sofrem. Tem algo sobre si que é muitíssimo pesado. Insuportável! Bufam procurando por fôlego. Soam em bicas! Mas esses tem seu consolo naqueles  que gratificam com as dádivas da religião! Os bajuladores que o cercam, são sua grande motivação para estar carregando tamanho fardo! Fardo? Não era pra ser a cruz? Sim era! Era pra ser o instrumento cruciforme gerador de suplícios! Mas não é! É a religião! Agrada a carne! A Alma! É Dolorosa! Mas os louros dos fariseus são lúgubres anestésicos! Traz fama! Sim é pesado o fardo da religião. Dá sensação de dever cumprido, mas definitivamente NÃO, NÃO é a cruz de Cristo!

2-) OS QUE CARREGAM VERAZMENTE SUA CRUZ!

É. Ela existe! Lembra? Teu Senhor, crente, é hábil carpinteiro! Fê-la pra ti personalizada! Conforme o comprimento de tua coluna em riste. Conforme o distanciamento de sua envergadura. Do tamanho de teu abraço! A madeira desconheço qual seria, mas o peso com certeza tu suportas! Haverás tú de Dizer me: “Irmão coloca guardas em teus lábios, não sabes o disparate que pronuncias, meu lenho é por demais cruento, não posso suportar!”, Bobagem! Nosso Senhor mesmo que a fez e nos diz que “seu fardo é leve”. Ora, se tão dedicado marceneiro  afirma tal negócio, porventura não lembra que Ele não é homem como nos sujeito a mentir?

Portanto amado, carregue-a! Cumpra tua vocação! Cumpre teu ministério! Ciceroneie-a pelas ruas dessa existência que teu Pai te dá! Por amor ela está sobre ti! É dolorosa sei, a minha também o é, mas marche querido!  Mas antes que me esvai a inspiração dessas linhas, um conselho tenho pra ti que também servirá pra mim! NÃO NEGOCIE OS PEDAÇOS DE TUA CRUZ! Sim. Não requererão que tú não a carregues, ou solicitamente farão oferta por teu lenho! Não, não farão! Mas farão propostas por pedaços! Por fragmentos de teu madeiro pessoal! Você diz “Irmão, como seria tal negócio?”

Pelas esquinas de tua peregrinação anunciarão: “Um pedaço de cruz, por um momento de prazer”, a oferta a princípio parecerá barata, mas necessitas de tal  objeto santo da maneira com que foste presenteado pelo pai no princípio! Lembra? Ela foi feita pra ti! A tua é tua! A minha é minha! Diferimos em altura e envergadura. Portanto amado, ignore a oferta do prazer ilícito. Continue a marchar com o peso celeste intacto designado para teus lombos.

Em outra viela poderá ouvir: “Dois pedaços de cruz pequenos, por fama, bebida inebriante e substâncias de felicidade, corra, pois é por tempo limitado!” Tempo querido, é o que não poderás perder nesses impasses! A ordem não mudou , é a mesma! Pois então, não abdique de teu fortuito legado.

Quero ser realista contigo. Chorarás pelo caminho. Muita das vezes não encontrarás ninguém disposto a pelo menos o estimular a continuar carregando. Apenas em momentos em que te reunires com teus pares carregadores desse nobre fardo, que um com a mensagem do carpinteiro dirá a todos “não há outro meio, carreguemos pois nosso riscado! O prêmio vindouro é por demais estimado!” Prêmio? Sim querido, haverá um prêmio! Quando fraquejares, quando faltarem forças e se aprofundar as chagas em teus ombros lembra-te, há prêmio a tua espera! Teu galardão é uma realidade!

O que preparou tal recompensa, não escondo de ti, é o mesmo que no início te chamou para obedeceres gentil sentença.

“Levarei eu também minha cruz, té  por uma coroa trocar...”
A canção chilreia. Eia, pois então esse é o peso certo que a tua cruz deve ter! Sim, esse mesmo que está sobre ti nesse momento. Como penoso o é agora tal desígnio, em gozo maior e contentamento será o alívio depois de teu sofrimento. Vai valer a pena, vai valer a pena mesmo eu sei. O que tem na mão de teu Rei, é, o Rei carpinteiro que está a tua espera? Uma coroa nas mãos! Sim, uma coroa nas mãos, um sorriso nos lábios e uma frase pronunciada aos teus ouvidos, especialmente para teus ouvidos: “Vem filho amado, para a alegria eterna de teu Senhor que desde antes da fundação do mundo te tenho preparado!”
Aleluia!

Microscopicamente (João 3.30),
Pr. Walter Filho

20/03/15 01:51

Ps.: Oremos pelos familiares dos irmãos que foram vitimados de maneira cruel na universidade do Quênia, por cometerem um crime que eu e você cometemos: PROCURAR CARREGAR NOSSA CRUZ!

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